segunda-feira, 10 de abril de 2017

Selante na Câmara de ar funciona??

Olá pessoal

Hoje fiz o teste de colocar selante na câmara de ar 29, e foi um sucesso. Então resolvi compartilhar com vocês. O material que usei foi?
-70ml de selante CAFFÉLATEX effetto mariposa por roda
-bisnaga de catchup
-um alicate

1-Passo retirar a porca (trava) da válvula com o auxilio de um alicate

2-Colocar a dose de selante para um pneu na bisnaga
3-Empurrar a válvula para dentro da câmara, cuidado para não deixar cair, segure a válvula e coloque a bisnaga no bico despejando todo conteúdo
4-Volte a válvula para seu lugar, e recoloque a porca
5-Pronto sua câmara esta pronta para ser usada

Depois do procedimento fiz o teste, furando o pneu com uma agulha e o vazamento fechou com sucesso!








terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Água fresca por mais tempo

Olá pessoal


A dica de hoje é de como deixar a água de sua garrafa (caramanhola) fria por mais algumas horas. É muito simples precisarão de:
1-fita larga (durex)
1-rolo de papel alumínio
1-tesoura







Mode de fazer:
Lave bem sua garrafa é seque bem, corte o papel alimínio na largura da garrafa deixando cerca de 0,5 cm em cada extremidade para começar a colar a fita, comece colando o papel alumínio com um pedaço de fita, enrole o papel alumínio. Depois comece a passar a fita devagar esticando bem, e passando por toda garrafa, 1 volta é suficiente para o papel ficar bem preso. Testei e consegui água fria por um período de 2 horas a mais que a garrafa normal.


Principais propriedades:
Devido às suas propriedades reflexivas, o papel alumínio pode ser usado para isolamento, principalmente em áreas que precisam ser poupadas do calor. Outros materiais como papel e algodão não possuem propriedades de reflexão, assim, quando o calor do sol bater, não será mantido do lado de fora. Papel e algodão liberam o calor mais rapidamente. Folhas de alumínio podem manter fios e canos isolados, assim como servem de armadilha para o ar quando enrolados em um objeto. Por fim, o papel-alumínio funciona como um espelho e reflete todas as ondas luminosas que vem do Sol.




domingo, 8 de janeiro de 2017

Hidrotabs - hidratação em todo lugar

IJB Nutri & Farma Empresa genuinamente Brasileira que desenvolve e produz produtos para a hidratação e reposição de energia para atletas de alto desempenho, fecha parceria com Nicolau Henrique Trevisan para fornecimento dos produtos Hidrotabs e Glicofast para a temporada 2016.
A parceria está fechada para a temporada de 2016 com início em Janeiro e término em Dezembro. A IJB fornecerá os produtos HIDROTABS – Active hydration para a hidratação e GLICOFAST – para fonte de energia rápida. Ambos os produtos serão fornecidos para atletas em treinos e provas. Segundo Ivo J Becaro, sócio e diretor da IJB - “é uma satisfação enorme poder contribuir com Nicolau, com produtos desenvolvidos e produzidos no Brasil por uma empresa Brasileira”.
HIDROTABS proporciona reposição dos sais minerais dos atletas da equipe ajudando a evitar câimbras e a fadiga muscular. Adicionalmente, GLICOFAST proporcionará carboidrato puro, de rápida absorção, fornecendo energia extra para uma subida, um Sprint final ou mesmo para evitar hipoglicemia e será mais uma alternativa aos membros da equipe como fonte de energia.
Paris Brest Paris 2015
Conta Nicolau: Passei por vários lugares inóspitos, no Caminho da Fé por exemplo na maioria dos trechos temos muitas vezes somente uma bica d'água, na França quando corri o Paris-Brest-Paris 2015 rodamos 1230 km e nesses vilarejos quase que isolados temos também somente água. Hidrotabs foi essencial, pois seu preparo depende somente de água, é possível fazer então a reposição dos sais minerais em qualquer lugar. Meu foco em 2016 são as provas de longa distância, mas participo de competições de MTB, e Glicofast é um ótimo repositor de energias, normalmente uso em todos os treinos e no meio da prova quando começa bater o cansaço.


HIDROTABS – Active Hydration

Hidrotabs é um comprimido efervescente fácil de dissolver na água. Contém apenas eletrólitos essenciais para repor as perdas pelo suor, acrescida de vitaminas do complexo B (importantes para gerar energia e queima de gordura) e Vitamina C, fundamental para fortalecer o sistema imunológico. Não contém açúcar ou qualquer outro carboidrato.
O produto é comercializado em um tubo com 10 pastilhas efervescentes e recomenda-se que cada pastilha seja dissolvida em 500 ml de água.
HIDROTABS – Active Hydration - é uma excelente solução para corredores, ciclistas, alpinistas, triatletas, maratonistas, tenistas, terem uma hidratação ativa, eficaz e conveniente, repondo eletrólitos e vitaminas essenciais para que o corpo continue em movimento.Para maiores informações sobre o produto: www.ijbnutrifarma.com.br


GLICOFAST – Pastilhas de Glicose

GLICOFAST é a primeira e única pastilha mastigável de glicose do Brasil. É um energético de rápida absorção, ideal para treinos intensos e prolongados. É ideal também para recuperação rápida da energia durante provas longas, ou mesmo antes de subidas intensas. O produto a age rapidamente. Sua formula é à base de Dextrose e estudos clínicos têm demonstrado que a Dextrose é um tipo de carboidrato de mais rápida absorção pelo organismo quando comparado com a frutose ou a sacarose.
GLICOFAST vem num tubo leve e fácil de carregar, cada tubo contém 10 pastilhas Disponível em 3 sabores – menta, morango e limão!
Para maiores informações sobre os produtos: www.ijbnutrifarma.com.br


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

II Brevet das Bandeiras - 1000 km de superação

Nos dias 09 a 12 de outubro de 2015, participei do II Brevet das Bandeiras, como um percurso de 1010 km, saindo de Holambra em direção à Araçatuba e voltando para Holambra, completado em 67:30 horas.
Logo no briefing, encontrei velhos amigos, meu mestre Richard, Silvia, Dunga, Avellar, Marquinho Goes, Edinho, Raniel, Cabeção, Wilson Poletti, Smiling, Daniel, Rodrigo, Gui, entre muitos outros, todos muito animados e ansiosos para largada.
Largamos as 7:00h da cidade de Holambra, o tempo estava limpo e temperatura amena, seguimos em direção a Pirassununga, consegui manter um bom ritmo, fazendo os primeiros 118 km com 29km/h de média, cheguei por volta do 12:00 junto com o Rodrigo e o Gui, me alimentei, abasteci de água e parti em direção a Brotas.
Este percurso do PC1 ao PC2 foi complicado, pois a temperatura estava batendo a casa dos 42°, era hora de usar a cabeça, diminui o ritmo, não descuidei da água e usei o a pastilha de reposição eletrolítica HIDROTABS, que não me deixou desidratar em nenhum momento da prova. Paramos para hidratação no Posto Colina em Analândia (a mais ou menos 200 metros do trevo), lá estavam eu, Avellar, Rodrigo, Gui, Daniel, Rafaela e os gaúchos. Cheguei ao Rancho da Pamonha por volta das 16:00, me alimentei bem, coloquei alguns eletrônicos para carregar e enquanto isso descansei um pouco, e logo parti para Bauru.
Do PC 2 ao PC3, subindo a serra de Dois Córregos estava eu e o Eder (batizei ele de Edinho jamanta, neste trecho não tinham quem pegava ele nas descidas) pegamos um vento frontal muito forte que nos desgastou muito, outra coisa que senti foi o peso da Vó Joaquina carregada com 9,2 KG (Só coloquei roupa extra e produtos de higiene no Drop, o resto qualquer coisa que eu precisasse estava ali). Logo começou a chover, chegamos em Jaú e optamos em comer no McDonalds, entramos com a bike e tudo na loja todos molhados, as pessoas nos olhavam e pareciam pensar (de onde estes loucos estão vindo), aproveitávamos assim pra descansar e ver se a chuva, passava, logo chegaram a Rafaela e o André. Como a chuva não parava, eu o Eder e o André resolvemos partir para Bauru. Quase chegando em Bauru devido  a forte chuva passei por cima de uma peça de ferro que picou a câmara da frente, o André parou comigo e me esperou trocar. Chegamos em Bauru por volta das 01:00 do dia 10, fomos comer mas só tinha macarrão e purê tudo frio, voltamos para a garagem do hotel e tentamos dormir um pouco no chão a sorte que era abafada e estava quente. Combinamos de sair as 2:30.
PC3 –PC4, partimos para Lins numa turma, Eu, Thais, Eder, Rodolfo, Vinicius, Cabeção, Miguel, novamente com muita chuva, além disso os caminhões passavam muito rápido, lançando água e sujeira no acostamento e na gente. Como a chuva estava muito forte decidimos parar num posto, alguns tomaram café, o Miguel nos deu cápsula de cafeína, parece que animou um pouco. Continuamos a pedalar e só quando chegamos em Lins por volta das 7:00 do dia 10 que a chuva parou um pouco.
PC4 Lins, neste PC contei com a boa vontade de uma senhora que lavou minha roupa, cobrando 30 reais, tomei café, e fui dormir, combinamos de sair as 11:00 para Araçatuba. Deitei e não consegui dormir senti que meu coração estava acelerado, achei que podia ser que a cafeína ainda estava fazendo efeito, sem sono resolvi partir mais cedo as 9:00 achei melhor sair mais cedo e ir mais devagar, deixei  a bateria do farol carregando, pois assim quando eu voltasse já estava pronta pra usar.
Sai as nove e pouco com 8 km rodados a chuva voltou, com 12 km não consegui desviar do acostamento ruim, pois estava passando uma carreta, e foi ai que meu pneu dianteiro cortou, tive de jogar o pneu fora.
Neste momento passei um momento muito difícil, me abriguei debaixo de um viaduto para trocar pneu e câmara. E começou a bater aquela pergunta: “o que eu estou fazendo aqui”, já tinha decidido desistir, liguei para minha esposa e somente disse: “está muito difícil, a chuva não para”. Coloquei a roda no colo, me debrucei sobre ela, e comecei a pensar em tudo que havia passado, em todos brevets, a pensar na vida, fiquei meia hora assim, tinha um andarilho do outro lado deve ter achado que eu era louco.
Foi quando passou o Rodrigo, o Gaúcho e o Smiling, vi o Rodrigo todo machucado, e parece que aquilo me deu força para continuar, afinal, ele mesmo machucado e com dores continuava firme e forte.
O tempo começou a melhorar e pedal começou a render, estava com muita fome então eu e o Smiling paramos 30 km antes de Araçatuba para comer, aquilo renovou mais nossa energia, e já com um pouco de sol pedalamos forte até Araçatuba, encontramos Wilian, Urbano e Daniel voltando.
PC5-Chegando em Araçatuba fomos muito bem recebidos, comida muito boa, suco de laranja, e tudo mais, enquanto descansávamos, nosso amigo Janjacomo com toda sua disposição, limpou a relação da bike e engraxou, agradeço muito a ele pois, devido a chuva tava tudo seco, com serio risco de quebra, partimos de volta para Lins.
PC6- Voltamos para Lins com tempo bom, o pedal rendeu muito, chegamos em Lins por volta das 21:00, naquele momento o tempo conspirava a nosso favor, uma janta muito boa, pois além do macarrão tinha arroz, feijão e carne. Comi muito bem, foi deitar, combinamos de sair 0:00, dormi muito bem,  levantei e partimos para Bauru, Eu , o Smiling, Cabeção, Raniel, Márcia e Miguel, estava uma noite bem fresca um clima ótimo para pedalar.
Em Cafelândia paramos para um café, fomos recepcionados pelo Totó, nos alimentamos em pedalamos rumo a Bauru.
PC7- Chegamos em Bauru por volta das 7:00, fui surpreendido com certeza com o melhor café da manhã de toda prova, me alimentei muitíssimo bem (quase que valeu para o almoço também rs). Saímos para Brotas novamente o sol começava a esquentar, mas não estava um calor exagerado, passamos por Jaú e fizemos uma parada rápida para passar protetor solar, rodamos mais uns 15 km e paramos num posto para comer, neste momento estava eu o Eder, Cabeção e Smiling, como cogitavam em fazer uma parada mais longa e Brotas, preferi seguir na frente pois estava fisicamente  e mentalmente muito bem, pois sabia que ia descer a serra e que a subida de Brotas não era tão forte.
PC8- Cheguei em Brotas no Peralta muito bem, por volta das 15:00 horas do dia 11, me alimentei rapidamente (para tomar uma coca-cola, tive que andar quase 1 km, kkk, pois só passava cartão na gerencia da recepção). Abasteci com água e parti para o trajeto que eu tinha certeza que seria um dos melhores pra mim.
O tempo estava bom, caindo a tarde, bem fresco, aproveitei para acelerar, apesar de algumas subidas, nas descidas era fácil chegar aos 60 km/h.
Cheguei em Pirassununga as 19:00, fiz o trajeto com 3:10h, 26,37 km/h de média num dos trechos considerados com mais subidas.
            PC9- Pirassununga- Cheguei as 19:00 do dia 11, fui recebido pelo Fausto que me mostrou onde era o jantar (estava mais uma vez estava excelente, com carne cozida e bife rolet), jantei descansei um pouco, carreguei alguns aparelhos, e por volta das 20:00 decidi ir até Holambra, já que estava bem. Este trajeto final eu já conhecia, isto ajudou bastante. Cheguei ao Frango Assado por volta das 23:00 como estava fechado, comprei uma coca-cola no posto, contei sobre a prova para o Frentista Fábio, e este me ofereceu gentilmente alguns pedaços de pizza, não esperava uma ação como esta, aproveito aqui para agradecer o Fábio também. Continuei em frente passei por Mogi-Guaçu e Mogi-Mirim, parecia que Holambra não chegava nunca, nos 600, fiz este último trecho com 04:18, e no 1000 já estava com 5 horas nesse trajeto.
Logo vi a placa Holambra e fiquei contente, como estava sozinho aproveitei e gritava de alegria, “consegui, consegui”. Pedalei mais um pouco e logo cheguei na Pousada Oca, onde fui recebido pelos grandes amigos Aizen e Jota.
E assim cumpri a série 2015, com muita luta, pois os patrocínios por aqui são raridade, mas valeu cada momento, cada pedalada, cada amigo, cada sorriso, cada lágrima de dor, os desafios foram superados. E agora é esperar 2016, pois um Randonneur nunca pára.
Agradeço a toda organização e equipe Audax Randonneurs São Paulo, sempre com um trabalho de ponta em seus Brevets.
Agradeço a minha família, pelos momentos que estive ausente, por entenderem que a bicicleta também me faz feliz. 
Aos amigos e patrocinadores que ajudaram a este sonho se concretizar:
-Samuel Nahime Andrioli
-Mario Sérgio Manzoni
-Natalino Apolinário
-José Carlos Trevizan
-Silvio Torres
-Hidrotabs
-Refactor

domingo, 16 de agosto de 2015

Paris-Brest-Paris-2015- Le Magnifique Audax

Depois do dia 27 de junho de 2015 após completar com sucesso o Brevet de 600km em Holambra novas oportunidades foram se abrindo, mas confesso não estava preocupado com isso. Minha meta após os 600 era de completar o Brevet das Bandeiras com 1000 km esse seria meu maior desafio do ano. Mas após conversa com alguns amigos uma luz acendeu e com ela a oportunidade de ir para França correr a Paris-Brest-Paris 2015, prova esta com 1230 km, minha esposa me incentivou já na primeira conversa, até porque não conseguimos prever como vamos estar daqui a 4 anos.
Consegui me preparar bem, aqui na minha região o terreno tem muita elevação e o clima é bem frio, o que me proporcionou uma boa experiência. A logística da prova é bem grande, eu não tinha passaporte, nunca tinha viajado para o exterior não falo francês. Minha vida mudou bastante, comecei a fazer um curso de francês pela internet (duolingo), comecei a estudar tanto os mapas de rota da prova quanto os mapas de trem e metro de Paris, afinal estaria sozinho. Fui duas vezes para São Carlos, primeiro para fazer a documentação do passaporte, depois para buscar, nessa segunda viagem aproveitei para pegar emprestado o case bike do amigo Ique Moreira de Piracicaba. Comprei as passagens num preço bom e fiz inscrição para prova, mas não paguei nada, pois não sabia se ia dar tempo do passaporte ficar pronto.
Nos últimos dias para finalizar a inscrição tudo estava caminhando bem, foi então que tentei pagar a inscrição, mas o site do paypal não aceitava meu cartão de forma alguma tentei de toda maneira mas nada, já havia desistido então postei no grupo do whatsup se alguém poderia me ajudar. Neste momento o Roberto Avellar na hora se prontificou e pagou minha inscrição com o cartão de sua esposa Simone, fiquei muito feliz, pois hoje em dia é muito difícil confiar nas pessoas dessa maneira (principalmente por não nos conhecermos), logo já fiz a transferência do valor pra ele. Tudo certo com a viagem solicitei 10 dias de férias no trabalho, então era só esperar.
Sai para viagem no dia 11 de agosto uma terça-feira, as 9:00 da manhã de Divinolândia com destino a Guarulhos, o amigo Romerito que dirigia o carro da prefeitura. Chegamos ao aeroporto as 13:00h, aproveitei para comer um lanche no Bob’s, fiz o check-in e embarquei as 17:30. Minha viagem não foi das melhores, não gostei da comida do avião e fiquei meio passado com os horários, tinha Dramin na mochila, mas não me lembrava que ele dava sono também.
 A viagem foi bem cansativa, com poltronas bem apertadas pelo menos pra mim com 1,84 de altura. Cheguei a Paris no Charles de Gaule as 9:30 da manhã do dia 12, no terminal 2F, me dirigi até o terminal 1 onde teria de esperar o Rafles e o Avellar até as 15:30, comi um lanche e fiquei rodando pelo aeroporto para passar o tempo. Logo também chegou o Yohan, taxista primo do Caetano, pessoa muito atenciosa, nos levou até Plaisir no Hotel de Gatinnes e nos ajudou no check-in, tudo estava dando certo pois eu iria ficar sozinho no quarto, então ficamos eu e o Avellar num quarto e o Rafles e o Edson no outro. Encontramos depois com Richard, Silvia e Paulinho, fomos até o supermercado de depois descansar, neste momento ainda não estava bem, estava como um pouco de receio de comidas. No outro dia chegou o Akira, o Hamilton e mais alguns brasileiros.
No dia 13 quinta-feira, tomamos café e fomos para Paris, o Richard nos deixou na estação de trem compramos um bilhete diário por 16 Euros que servia tanto para trem como para metro. Chegando em Paris fomos até a Torre Eiffel como eu não estava bem subi até o segundo andar e fui comer um lanche (Jambon presunto e fromage queijo, com coca cola). 
Na torre encontramos o Smiling e a Dona Rosa, passeamos na Champ Elise e conhecemos algumas lojas, nos digirimos até o Arco do Triunfo, tiramos muitas fotos ( O Rafles adora uma selfie). Depois pegamos o metro e fomos jantar na La Mafiosa (lugar muito aconchegante) de uma amiga brasileira do Raniel, comemos ótimas pizzas inclusive uma de Parma, o azeite também muito bom, mas apimentado, depois de muita conversa, para fecharmos a noite com chave de ouro brindamos com uma champagne francesa.
No dia 14 sexta feira, saímos cedo e fomos conhecer o Velódromo, onde foi a largada da prova, lugar simplesmente mágico, palco de provas internacionais, com vários records da hora quebrados naquele local, dali fomos para Saint Quentim conhecer o antigo estádio onde eram feitas as largadas, almoçamos e fomos para Versalles. Entramos no jardim de Versalles e passeamos bastante (eu e o Reis tiramos as sapatilhas e andamos descalços, o povo olhava e ria dos dois) só não entramos nos castelo devido a fila estar muito grande, mas conhecemos os pontos mais bonitos do jardim, voltamos para Plaisir, no caminho passamos no velódromo e encontramos a Rosa e o Aizen, fomos até a Decathlon de Plaisir depois seguimos para Gatinnes.


Richard Dunner - Raposa
Durante as primeiras noites francesas tivemos a oportunidade de conversar e aprender com uma pessoa especial realmente um amante do Audax Richard Dunner, ele nos deu dicas, nos contou por momentos que passou em seu PBP, nos ajudou a montar as bikes, falou sobre o trajeto, sobre os pontos que poderiam ser mais complicados, durante o dia nos levou ao Centro Comercial,  Decathlon, foi essencial no contato com o hotel e as reservas, nos ajudou na comunicação/tradução em muitos momentos, sem exageros Richard foi um paizão para nosso pequeno grupo.
No sábado minha vistoria estava marcada para as 9:45, fomos para vistoria eu o Avellar, o Edson, o Paulo e a Silvia o pessoal tinha marcado uma foto de todos brasileiros as 13:00, mas como estava tudo enrolado eu e o Avellar preferimos ir embora almoçar e aproveitar o resto do dia para descansar.
Chegou o dia, Domingo 16 de Agosto, tomei um café bem reforçado, descobri que o yogurt era muito bom comi uns 5, almoçamos na Tratoria, voltamos e acabamos de fazer os últimos ajustes na bike. Nesta hora o Edson me ofereceu um farol que não ia usar e eu aceitei, (me quebrou um galhão) pois com o reserva não precisava ficar parando para trocar a pilha do meu principal. O Richard me emprestou um alforge da Vó Joaquina, muito útil, pois eu iria carregar tudo na mochila, isto me tirou com certeza um peso das costas, comprei também do Richard dois Pneus Grand Prix, um coloquei para rodar atrás e outro de reserva. Tudo pronto nos dirigimos para o Velódromo.

A Prova
Eu e o Avellar entramos no espaço do velodrome por volta das 16:30, passamos pela vistoria e largamos as 17:30 do domingo 16 de agosto, Grupo G, muito emocionante o povo todo gritando e torcendo aquilo tudo aumentou a adrenalina e com isso largamos muito forte, depois de ter rodado uns 30 kms deu problema no pneu do Avellar e distanciamos.
-1º PA – ponto de apoio- Cheguei com forte dor de cabeça por volta das 0:00, o cheiro da comida me embrulhou o estomago, comprei um salgado e um doce e 2 litros de água, comi, logo sentei atrás de uma placa onde não tinha ninguém  tomei um remédio e fiquei por ali por cerca de 20 minutos, enchi as caramanholas e segui viagem, durante o caminho encontrei do com Rafles, Carlos Reis e o Fabrício e tocamos até o PC1, como estava frio decidimos descansar ali.
-PC 1-Posto de Controle, Villaines-la-Juhel – Cheguei as 03:51 da segunda 17/08
Paramos a bike carimbamos o passaporte, sentamos um pouco no chão, decidimos dormir um pouco, pagamos 2 Euros para dormir, uma boa espuma e um cobertor, um sono muito bom tinha apenas nós 4 mais dois estrangeiros, silêncio, acordamos e saímos ainda no escuro por volta das 6:00, com muita neblina e frio. O Carlos estava um pouco esgotado com muita fome, deixei o Fabrício o Rafles na frente e fiz companhia por alguns quilômetros para o Reis, paramos em La Ribay para um lanche rápido, mas depois vendo que ele estava bem continuei sozinho, até encontrar o Rafles e o Fabrício, trocando o pneu da bike, esperei por eles, e rodamos um tempo junto, como estava bem aproveitei para puxar o ritmo até Fougeres. Neste primeiro PC já fomos apresentados a hospitalidade dos franceses, com muita educação perguntavam que horas queríamos ser acordados, e na hora combinada em ponto tinha alguém batendo bem devagar nos ombros e dizendo que era hora de levantar.
Rafles, Reis, Nicolau, Guarini e Smy
-PC 2- Fougeres – Em Fougeres parei para almoçar por volta das 11:30, lá encontrei o Paulinho e o Guarine, descansei um pouco na partida vinham chegando Luciana, Raniel, Márcia e mais alguns que não conhecia, o tempo estava ameno e bom para pedalar então segui num ritmo bom. Então segui para Tinténiac.
-PC 3- Tinténiac – Cheguei em Tinténiac por volta das 15:30, fiz uma parada rápida comi um pão com presunto e queijo e segui adiante.
-PA2 Quédillac – Cheguei em Quédillac por volta das 16:30, comi o tradicional pão com linguiça e coca-cola, enquanto eu comprava água chegou o Smiling e logo o Aurélio decidimos pedalar junto e fizemos até a Bretanha lá encontramos o Horta, a Bretanha foi um dos lugares mais interessantes da prova, pois os moradores locais faziam questão de parar para cumprimentar, bater palmas, gritar o “Allez” “Courage”, ainda ofereciam café e biscoitos, foi muito legal paramos para conversar e tirar fotos. Um pouco mais adiante percebi que havia perdido o foco e meu tempo de prova começou ficar apertado, o Aurélio tocou no ritmo dele e graças ao Smiling conseguimos pedalar forte até Loudeac.
-PC 4 Loudeac- Eu e o Smiling chegamos em Loudeac as 20:30 era o PC dos dropbags e onde muitos de nossos amigos iriam dormir, na saída encontramos o Horta mais uma vez onde disse que estava pensando em desistir devidos a fortes dores. Partimos então para Carhaix, sabendo que no caminho ainda teria um PA caso precisássemos descansar.
Foi um dos pedaços mais complicados emocionalmente da prova, pois durante a decida para Saint Nicolas passamos por um participante que havia caído, alguns guardas tentavam fazer o socorro, no momento faziam massagem cardíaca e tentavam a reanimação, mas sem sucesso, aquela cena abalou muito tanto eu quanto o Smiling.
PA 3-Saint Nicolas du Pélem - chegamos em Saint Nicolas por volta das 23:45 e o pessoal da organização preferiu não dar muitas informações sobre o acontecido, só confirmaram o falecimento do participante. O Smiling estava muito cansando, eu também, mas conversamos e optamos por chegar até Carhaix pois era uma distância de 78km assim poderíamos dormir e no outro dia partir para Brest. Partimos para Carhaix e no meu do caminho optamos por seguir um pelotão de Búlgaros estavam muito rápidos e talvez a adrenalina eu e o Smiling seguimos, estavam pedalando tão forte que passamos pelo Avellar e nem o vimos, nesta hora a temperatura já estava caíndo mas continuamos bem.
-PC 5 Caihaix- Chegamos em Cairhaix a 01:49, fomos dormir, combinamos de sair as 5:00, como meu tempo estava apertado decidi sair as 4:00, deixei um bilhete para o Smiling avisando, no refeitório encontrei o Avellar que estava com muito frio disse para ele usar a manta térmica forrando as pernas e os braços, acho que enquanto eu tomava o café ele partiu, logo sai também estava muito, muito frio, acabei de subir a serra, o sol vinha despontando e enfim a descida para Brest, encontrei um alemão de mais de 50 anos que pedala muito forte desci um bom pedaço revesando a puxada com ele isso numa média de 50 km/h, não consegui acompanhar e ele voou para frente.
PC 6 Brest- Cheguei em Brest sozinho as 09:15, carimbei o passaporte, e observei que carregava muito peso e isto poderia me prejudicar na subida, então joguei algumas coisas fora, como tinha muita fila no refeitório preferi comer em um lanchonete depois do PC, comi bem e iniciei a subida, mas para meu espanto o que eu tinha planejado em subir a uma média de 10 km/h achando que era uma subida muito forte , estava subindo a 20 km/h isso me animou muito pois consegui gerar uma 5 horas de folga no meu planejamento, ai voltei a curtir a prova, e tirar muitas fotografias.
PC 7 Caihaix – cheguei por volta das 13:00
PA 4 Saint Nicolas -chegada as 16:30
PC 7 Loudeac- chegada as 18:50
PA 5 Quédillac – Na volta Quédillac virou PC surpresa no qual éramos obrigados a parar, então aproveitei para ir no banheiro e abastecer de água.
PC 8-Tinténiac – Cheguei as 23:55 este com certeza foi um dos PC com pior infra-estrutura, tive de tomar banho gelado, e dormir naquelas camas de lona, o que foi sofrido, mas consegui dormir até as 5:00
PC 9 – Fougeres – cheguei a Fougeres bem cedo as 7:29, aproveitei para tomar um leite e comer alguns croissant, descansei um pouco e voltei para pista.
PC 10 -Villaines La Juhel – chegada as 12:26 com uma recepção calorosa, cidade acostumada a receber provas de ciclismo, no refeitório da escola as crianças faziam questão de carregar nossas bandejas e nos dirigir até a mesa. Este foi um dos pedaços mais fortes da prova com muitas subidas passando por Mamers até chegar em Mortagne
PC 11-Mortagne au Perche – cheguei em Mortagne as 17:12 me alimentei e não fiz parada longa, este trecho passava no meio de algumas florestas mas ainda com muita subida, depois muita reta e um terreno muito plano melhorou muito minha média.
PC 12-Dreux Cheguei em Dreux as 21:00 bem esgotado, como as pilhas e baterias do farol estavam abando como bem rápido e não enrolei para ir para o último PC, depois de ter pedalado um bom tempo sozinho reencontrei com a turma de Búlgaros e resolvi segui novamente, mesmo num ritmo mais forte pois assim conseguiria economizar o farol, assim o fizemos até uma das últimas subidas uma pouco antes de chegar no parque do velódromo, depois disso sumiram na minha frente mais como nesse momento já estava na cidade fiquei mais tranquilo e pedalei de boa. Na chegada do velódromo mais ou menos a 0:00 foi muito emocionante tinha uma fila de mais ou menos uns 500 metros de pessoas cantando, aplaudindo e parabenizando cada um que passava por ali, então no portão peguei um comprovante para deixar a bike estacionada, pois não podia entrar com ela no velódromo.
PC 13- Saint Quentin, na chegada do velódromo as 0:32, fui recepcionado pelos Amigos Aizen e Rosa, logo encontrei também o Hamilton, como não dava pra voltar para o hotel decidimos dormir ali achamos uns pedaços de pano forramos o chão e dormimos debaixo do palco.

Logo de manhã ligamos para o Yohan que de pronto nos atendeu, já estávamos saindo para o hotel caia uma chuva fina, e encontramos o Avellar que aproveitou e foi com a gente para o Hotel.
No hotel tomei um bom banho e dormi um pouco, como já iria embora no sábado comecei a arrumar as malas, o corpo todo estava bem inchado, fomos almoçar na Tratotia e passamos o resto da tarde conversando com os que chegavam. Fomos dormir cedo, pois na sexta feira era dia de curti o último dia de Paris então combinamos eu o Rafles e o Avellar de ir a alguns pontos turísticos, passamos novamente na torre, na praça das nações, na praça da bastilha e passamos o resto do dia no Museu do Louvre, visitamos a Gioconda e passeamos pelo museu que diga-se de passagem é um dos maiores do mundo, voltamos e fomos comer uma pizza para comemorar.
Na sábado meu voo era bem cedo e como estávamos longe do aeroporto tive de sair do hotel as 6:00 para fazer o check-in as 8:00 e retornar para o Brasil bem melhor que na ida.

-Agradeço o apoio do Deputado Silvio Torres, e sua assessoria de São José do Rio Pardo.
- a Prefeitura de Divinolândia e ao Prefeito Ismar de Oliveira pelo transporte cedido ida e volta ao aeroporto.
- ao tri atleta Ique Moreira Cavadera, pelas dicas de alimentação, dicas de pedalada, e pela empréstimo de pronto de seu mala bike.Valeu Ique.
- a Hidrotabs Active Hydration, pude comprovar a eficácia dos produtos GlicoFast e Hidrotabs, foram 79 horas pedalando, aproximadamente 30 garrafas de água preparadas com hidrotabs.
- ao grande Roberto Avellar Jr. e sua esposa Simone Alegreti de Avellar, sem vocês não teria conseguido efetuar minha inscrição e tudo isso teria ido água abaixo, agradecer pela parceria, companheirismo, pelos momentos de risada e por estes 10 dias na França.
-Agradecer ao mestre Rpd Raposa, por toda nossa logística e por partilhar toda sua sabedoria.
-Agradecer nosso fotógrafo Rafles Cabral, o cara da selfie kk. Carlos Reis,Fabricio Guarini, pelo pedal nos primeiros 200.
-Agradecer ao amigo Smy Oliveira, fera do pedal, nosso contra relógio nos 400 com certeza ajudaram neste tempo.
-Agradecer nossa marrentinha Silvia Oliveira, sexo frágil, isso não existe no randonneur, mulheres muito bem representadas.
-Aos amigos Edison X. DungaPaulo Gouveia, Paulo Lowenthal (Todynho),Emerson Dos Santos OliveiraHamilton Dinarte, Andréia.

Apesar de ser uma prova de auto suficiência percebe-se que sozinho dificilmente um randonneur chega as longas distância. Apesar da auto-suficiência, percebe-se que os amigos são nossa maior motivação para seguir em frente.





Resultados : 8º melhor tempo entre os brasileiros

Tempos finais:




sábado, 27 de junho de 2015

Brevet 600 - Um divisor de águas

O brevet de 600km é um divisor de águas para todo randonneur, pois é a última prova da série ( 200, 300, 400 e 600) e completada passamos a ser um Super Randonneur. A minha aconteceu entre os dias 27 e 28 de junho de 2015, com saída de Holambra as 4h até a cidade de Bauru e voltando, completada em 37:56h. Para esta prova eu havia me preparando muito, estava muito bem tanto no físico como no psicológico. Devido ao horário de saída tive de dormir em Holambra, optei pela pousada Bem-te-vi da D. Maria, lugar simples mas muito tranquilo e ainda com a opção de deixar o carro guardado durante a prova.Logo na saída encontrei o amigo Edson que esta junto com o Dunga, outro grande amigo que viria conhecer melhor depois. Partimos para Pirassununga, como estava bem aproveitei para pedalar forte, desta vez fui acompanhado por Marcos Góes, sendo os ponteiros dos 3 primeiros PCs, Já nas primeiras horas de prova sentíamos que não ia ser fácil, um pouco antes de chegar a Pirassununga por volta das 6:30 - 7:00, o sol começava a despontar e deixava nítido o rastro da geada com uma temperatura na casa dos 8 graus com uma sensação bem menor devido a velocidade da bicicleta, mas chegamos em Pirassununga tudo ok, Partimos então ao segundo PC (Brotas), vale lembrar aqui que logo na entrada de Analândia (cerca de 200 metros) tem um posto de gasolina onde podemos reabastecer água e comer alguma coisa (como tinha água passei direto) chegando no rancho da pamonha é hora de alimentar, nessa hora eu e o Marcos desencontramos. Parti para Bauru, uma boa descida e depois uma boa subida passando por Dois Córregos, a mais ou menos 15 km antes de Jaú tamb´m tem um posto para abastecimento de água, mas é preciso muito cuidado pois fica na contra mão, na saída de Jaú para Pederneiras tem um McDonalds com drivethru, o esperto aqui no lugar de entrar na loja foi para o drivethru, como tava demorando optei por comer em um posto de gasolina. Passando por Pederneiras de uma ponte bem grande com um visual espetacular vale a pena uma parada para fotos. Quilômetros adiante encontrei o Donizete onde pedalamos até Bauru. O PC 3 Bauru fica no posto Alameda Quality, com uma ótima infraestrutura, com bom banheiros e área de alimentação com várias opções, me alimentei bem e parti novamente para Brotas, acho que era umas 19:00 pois começava a anoitecer, com o cair da noite foi voltando o frio, como já estava agasalhado ( calça térmica, bermuda, camiseta, manguito, blusa fina de lã, corta vento e colete - bem diferente do brevet 400) pedalei numa boa e cheguei ao PC4 Acampamento Peraltas em Brotas as 0:00h, perfazendo minha meta de 20km/h de média total. Peguei o Drop Bag (saco onde podemos colocar roupas o equipamentos reservas para usarmos em determinados pontos) tomei uma ducha e aproveitei que estava oferecendo uma massagem para relaxar um pouco (não foi muito relaxante, era estralo para todo lado kkk), depois disso fui alimentar um boa sopa estava esperando, fui dormir, como estava dentro do planejado decidir por dormir até as 5:00h, acordei e parti para o PC5 Pirassununga, mas devido a um erro na leitura da planilha me desviei com sentido a Rio Claro quando percebi já tinha rodado mais de 20 quilômetros na direção errada, neste momento havia calculado o tempo total para chegar ao final, mas havia passado desapercebido que eu tinha um tempo limite para chegar ao PC 5, nesta hora bateu um desespero pois eu estava em Analândia e precisava chegar em Pirassununga até as 12:00, acho que nunca pedalei tanto na vida, mas compensou cheguei as 11:58h, exausto, desci da bike e sentei no chão, Roberta Godinho de trazia suco de laranja e Roberto Avellar (mau sabia que essa cara ainda ia ser um grande amigo) me ajudava a levantar, me alimentei aguardei meia hora e recuperado segui para Holambra, neste momento fazia uma prova de recuperação e o corpo não sei como respondeu muito bem. Chegando em Mogi Mirim parei no Frango Assado para a ultima refeição na prova. parti rumo a chegada em Holambra a lá que fiquei sabendo de como a prova havia sido hostil pois, dos 75 que largaram 43 haviam abandonado a prova.
Brevet mais uma vez marcado pela ótima organização do Audax Randonneurs São Paulo.

Neste Brevet tive o apoio de algumas pessoas e mais uma vez aproveito aqui para agradecer: Samuel Andrioli da Praça Imobiliária, Silveli e Hugo Merli do Rei das Magrelas, Mario Sérgio do Divino Açai e Kelsi do KX Multimarcas.





sábado, 25 de abril de 2015

Brevet 400 Boituva - O Brevet do Frio

Meu quarto brevet foi o 400 de Boituva, no dia 25 de abril de 2015, completado em 14:25h. Encontrei no briefing o Edson (Ligeirinho), mas o Rodrigo por motivos pessoais não pode ir. Estava um dia bonito e de sol, eu e o Edson pedalamos juntos e forte até no primeiro PC, mas meu pneu furou e ele seguiu em frente, subi a já conhecida serra de Botucatu, continuei pelo percurso dos 300 e continuei até a cidade de Bauru, onde acontecia uma exposição de peças do Elvis Presley, a volta foi bem forte e a serra e o forte sol desgastou a maioria dos ciclistas. Um pouco depois de chegar em Botucatu passou por mim o Beto Korin que vinha com fortes dores no joelho, dei um remédio para ele e continuamos, nesse momento começamos a enfrentar um forte frio (chegou a marcar 8° no Garmin, para quem tinha enfrentado uma tarde com mais de 30º), chegou também o Eder Vieira com sua camisa de caveira da The Bikes e uma forte dor no joelho, até então não tínhamos noção pra que servia uma manta térmica, o Beto não estava aguentando o frio então dei a ideia de cortar a manta ao meio usar uma parte no peito e outra nas pernas, e funcionou bem. Nas descida da serra encontramos também o Edson, que não estava muito bem, paramos no último PC, naquele momento vimos como é boa a organização do Audax Randonneurs São Paulo, pois havia uma sopa quentinha esperando pela gente, foi nossa salvação. Aproveitei neste momento para me agasalhar, como a manta térmica me incomoda um pouco, fui até o banheiro e coloquei aquele papel que usamos para secar as mãos, dentro das sapatilhas nas pernas, entre o lenço e o capacete e dentro das luvas no peito, coloquei um pedaço de papelão que tinha no lixo. 
Seguimos então em frente, aos poucos foi juntando uma grande turma e formando um pelotão de uns 20 ciclistas e com uma força que não sabíamos de onde vinha, lembro de alguns: Eu, Edson, Rodrigo Granconato, Gui Sá, Donizete, Fausto, Giovane, Helder, Ivair, Reinaldo. Chegamos em Boituva contando piada, turma muito boa, turma das 20:09 horas de Boituva.