sexta-feira, 9 de outubro de 2015

II Brevet das Bandeiras - 1000 km de superação

Nos dias 09 a 12 de outubro de 2015, participei do II Brevet das Bandeiras, como um percurso de 1010 km, saindo de Holambra em direção à Araçatuba e voltando para Holambra, completado em 67:30 horas.
Logo no briefing, encontrei velhos amigos, meu mestre Richard, Silvia, Dunga, Avellar, Marquinho Goes, Edinho, Raniel, Cabeção, Wilson Poletti, Smiling, Daniel, Rodrigo, Gui, entre muitos outros, todos muito animados e ansiosos para largada.
Largamos as 7:00h da cidade de Holambra, o tempo estava limpo e temperatura amena, seguimos em direção a Pirassununga, consegui manter um bom ritmo, fazendo os primeiros 118 km com 29km/h de média, cheguei por volta do 12:00 junto com o Rodrigo e o Gui, me alimentei, abasteci de água e parti em direção a Brotas.
Este percurso do PC1 ao PC2 foi complicado, pois a temperatura estava batendo a casa dos 42°, era hora de usar a cabeça, diminui o ritmo, não descuidei da água e usei o a pastilha de reposição eletrolítica HIDROTABS, que não me deixou desidratar em nenhum momento da prova. Paramos para hidratação no Posto Colina em Analândia (a mais ou menos 200 metros do trevo), lá estavam eu, Avellar, Rodrigo, Gui, Daniel, Rafaela e os gaúchos. Cheguei ao Rancho da Pamonha por volta das 16:00, me alimentei bem, coloquei alguns eletrônicos para carregar e enquanto isso descansei um pouco, e logo parti para Bauru.
Do PC 2 ao PC3, subindo a serra de Dois Córregos estava eu e o Eder (batizei ele de Edinho jamanta, neste trecho não tinham quem pegava ele nas descidas) pegamos um vento frontal muito forte que nos desgastou muito, outra coisa que senti foi o peso da Vó Joaquina carregada com 9,2 KG (Só coloquei roupa extra e produtos de higiene no Drop, o resto qualquer coisa que eu precisasse estava ali). Logo começou a chover, chegamos em Jaú e optamos em comer no McDonalds, entramos com a bike e tudo na loja todos molhados, as pessoas nos olhavam e pareciam pensar (de onde estes loucos estão vindo), aproveitávamos assim pra descansar e ver se a chuva, passava, logo chegaram a Rafaela e o André. Como a chuva não parava, eu o Eder e o André resolvemos partir para Bauru. Quase chegando em Bauru devido  a forte chuva passei por cima de uma peça de ferro que picou a câmara da frente, o André parou comigo e me esperou trocar. Chegamos em Bauru por volta das 01:00 do dia 10, fomos comer mas só tinha macarrão e purê tudo frio, voltamos para a garagem do hotel e tentamos dormir um pouco no chão a sorte que era abafada e estava quente. Combinamos de sair as 2:30.
PC3 –PC4, partimos para Lins numa turma, Eu, Thais, Eder, Rodolfo, Vinicius, Cabeção, Miguel, novamente com muita chuva, além disso os caminhões passavam muito rápido, lançando água e sujeira no acostamento e na gente. Como a chuva estava muito forte decidimos parar num posto, alguns tomaram café, o Miguel nos deu cápsula de cafeína, parece que animou um pouco. Continuamos a pedalar e só quando chegamos em Lins por volta das 7:00 do dia 10 que a chuva parou um pouco.
PC4 Lins, neste PC contei com a boa vontade de uma senhora que lavou minha roupa, cobrando 30 reais, tomei café, e fui dormir, combinamos de sair as 11:00 para Araçatuba. Deitei e não consegui dormir senti que meu coração estava acelerado, achei que podia ser que a cafeína ainda estava fazendo efeito, sem sono resolvi partir mais cedo as 9:00 achei melhor sair mais cedo e ir mais devagar, deixei  a bateria do farol carregando, pois assim quando eu voltasse já estava pronta pra usar.
Sai as nove e pouco com 8 km rodados a chuva voltou, com 12 km não consegui desviar do acostamento ruim, pois estava passando uma carreta, e foi ai que meu pneu dianteiro cortou, tive de jogar o pneu fora.
Neste momento passei um momento muito difícil, me abriguei debaixo de um viaduto para trocar pneu e câmara. E começou a bater aquela pergunta: “o que eu estou fazendo aqui”, já tinha decidido desistir, liguei para minha esposa e somente disse: “está muito difícil, a chuva não para”. Coloquei a roda no colo, me debrucei sobre ela, e comecei a pensar em tudo que havia passado, em todos brevets, a pensar na vida, fiquei meia hora assim, tinha um andarilho do outro lado deve ter achado que eu era louco.
Foi quando passou o Rodrigo, o Gaúcho e o Smiling, vi o Rodrigo todo machucado, e parece que aquilo me deu força para continuar, afinal, ele mesmo machucado e com dores continuava firme e forte.
O tempo começou a melhorar e pedal começou a render, estava com muita fome então eu e o Smiling paramos 30 km antes de Araçatuba para comer, aquilo renovou mais nossa energia, e já com um pouco de sol pedalamos forte até Araçatuba, encontramos Wilian, Urbano e Daniel voltando.
PC5-Chegando em Araçatuba fomos muito bem recebidos, comida muito boa, suco de laranja, e tudo mais, enquanto descansávamos, nosso amigo Janjacomo com toda sua disposição, limpou a relação da bike e engraxou, agradeço muito a ele pois, devido a chuva tava tudo seco, com serio risco de quebra, partimos de volta para Lins.
PC6- Voltamos para Lins com tempo bom, o pedal rendeu muito, chegamos em Lins por volta das 21:00, naquele momento o tempo conspirava a nosso favor, uma janta muito boa, pois além do macarrão tinha arroz, feijão e carne. Comi muito bem, foi deitar, combinamos de sair 0:00, dormi muito bem,  levantei e partimos para Bauru, Eu , o Smiling, Cabeção, Raniel, Márcia e Miguel, estava uma noite bem fresca um clima ótimo para pedalar.
Em Cafelândia paramos para um café, fomos recepcionados pelo Totó, nos alimentamos em pedalamos rumo a Bauru.
PC7- Chegamos em Bauru por volta das 7:00, fui surpreendido com certeza com o melhor café da manhã de toda prova, me alimentei muitíssimo bem (quase que valeu para o almoço também rs). Saímos para Brotas novamente o sol começava a esquentar, mas não estava um calor exagerado, passamos por Jaú e fizemos uma parada rápida para passar protetor solar, rodamos mais uns 15 km e paramos num posto para comer, neste momento estava eu o Eder, Cabeção e Smiling, como cogitavam em fazer uma parada mais longa e Brotas, preferi seguir na frente pois estava fisicamente  e mentalmente muito bem, pois sabia que ia descer a serra e que a subida de Brotas não era tão forte.
PC8- Cheguei em Brotas no Peralta muito bem, por volta das 15:00 horas do dia 11, me alimentei rapidamente (para tomar uma coca-cola, tive que andar quase 1 km, kkk, pois só passava cartão na gerencia da recepção). Abasteci com água e parti para o trajeto que eu tinha certeza que seria um dos melhores pra mim.
O tempo estava bom, caindo a tarde, bem fresco, aproveitei para acelerar, apesar de algumas subidas, nas descidas era fácil chegar aos 60 km/h.
Cheguei em Pirassununga as 19:00, fiz o trajeto com 3:10h, 26,37 km/h de média num dos trechos considerados com mais subidas.
            PC9- Pirassununga- Cheguei as 19:00 do dia 11, fui recebido pelo Fausto que me mostrou onde era o jantar (estava mais uma vez estava excelente, com carne cozida e bife rolet), jantei descansei um pouco, carreguei alguns aparelhos, e por volta das 20:00 decidi ir até Holambra, já que estava bem. Este trajeto final eu já conhecia, isto ajudou bastante. Cheguei ao Frango Assado por volta das 23:00 como estava fechado, comprei uma coca-cola no posto, contei sobre a prova para o Frentista Fábio, e este me ofereceu gentilmente alguns pedaços de pizza, não esperava uma ação como esta, aproveito aqui para agradecer o Fábio também. Continuei em frente passei por Mogi-Guaçu e Mogi-Mirim, parecia que Holambra não chegava nunca, nos 600, fiz este último trecho com 04:18, e no 1000 já estava com 5 horas nesse trajeto.
Logo vi a placa Holambra e fiquei contente, como estava sozinho aproveitei e gritava de alegria, “consegui, consegui”. Pedalei mais um pouco e logo cheguei na Pousada Oca, onde fui recebido pelos grandes amigos Aizen e Jota.
E assim cumpri a série 2015, com muita luta, pois os patrocínios por aqui são raridade, mas valeu cada momento, cada pedalada, cada amigo, cada sorriso, cada lágrima de dor, os desafios foram superados. E agora é esperar 2016, pois um Randonneur nunca pára.
Agradeço a toda organização e equipe Audax Randonneurs São Paulo, sempre com um trabalho de ponta em seus Brevets.
Agradeço a minha família, pelos momentos que estive ausente, por entenderem que a bicicleta também me faz feliz. 
Aos amigos e patrocinadores que ajudaram a este sonho se concretizar:
-Samuel Nahime Andrioli
-Mario Sérgio Manzoni
-Natalino Apolinário
-José Carlos Trevizan
-Silvio Torres
-Hidrotabs
-Refactor

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